Meditação

Compartilhamos abaixo algumas palavras de Osho e Satyaprem sobre meditação, terapias e a “verdadeira religião”:

Nos negócios, o resultado é importante. Na festividade, o ato em si é importante. Se consegue tornar qualquer ato significativo em si mesmo, então você se torna festivo e pode celebrá-lo. 
Sempre que você está em celebração, os limites, os limites de estreitamento, são quebrados. Eles não são necessários, eles são eliminados. você sai de sua camisa-de-força, da jaqueta de estreitamento da concentração. Agora você não está escolhendo, tudo o que vem você permite. E, no momento em que você permite que a existência total entre, você se torna uno com ela. Há uma comunhão.
Eu chamo essa comunhão - essa celebração, essa consciência sem escolha, essa atitude não negociante - de meditação. A celebração está no momento, no ato - sem se importar com os resultados, em alcançar alguma coisa. Não há nada a ser alcançado; assim, você pode desfrutar aquilo que acontece aqui e agora. 
Mas você pode explicar isso deste modo: eu estou falando com você; se eu estiver interessado no resultado, então a fala se torna um negócio, ela se torna um trabalho. Mas, se eu falo com você sem nenhuma expectativa, sem nenhum desejo quanto ao resultado, então a fala se torna um divertimento. O próprio ato em si é o fim. O estreitamento não é necessário. Eu posso brincar com as palavras, eu posso brincar com os pensamentos. Eu posso brincar com a sua pergunta, eu posso brincar com a minha resposta; então, não se trata de algo sério, mas de algo leve e alegre. 
E se você está me ouvindo sem pensar em conseguir alguma coisa disso, então você pode ficar relaxado; você pode permitir que eu entre em comunhão com você,  sua consciência não se estreitará. Então, ela está aberta - divertindo-se, desfrutando.
Qualquer momento pode ser um momento de negócios, qualquer momento pode ser um momento meditativo: a diferença está na atitude. Se a atitude é de não ter escolha, se você está se divertindo com o momento, ele é meditativo.
Trecho do livro: “Meditação: A Arte do Êxtase”, Osho.

 

Você busca essa essência fora de si – é por isso que faz tudo o que faz, é por isso que faz terapia, inclusive. As terapias estão se confundindo com a busca espiritual – isso é moderno, mas é impossível. Nenhuma terapia vai encontrar o Espírito, elas não foram desenhadas para isso. A terapia é desenhada apenas para seu sistema se desintoxicar de pensamentos negativos, sentimentos negativos e química negativa que estão fluindo no seu corpo. Mas tudo isso é temporário. Chega um ponto em que você não pode ficar continuamente fazendo terapia porque não existe aperfeiçoamento. Num certo momento, todas as terapias são abandonadas.
Trecho do livro: “Fragmentos de Transparência”, Satyaprem.

 

Meditação, em si, significa não querer nada, significa estar totalmente aqui e agora, com as mãos vazias, sem nenhuma distração, sem nenhum desejo. É dar-se conta de que aqui e agora você tem tudo o que precisa e não existe nenhum outro momento, a não ser aqui e agora.
Se você começa a pensar no futuro, sente uma certa ansiedade, uma angústia pelo desconhecido. Se pensa a respeito do passado, sente culpa e medo. Nas dimensões de passado e futuro só existe a geração desses sentimentos. Você não consegue ficar em paz pensando no futuro; tampouco consegue ficar em paz pensando no passado. Você fica em paz se não pensa em nada porque a natureza do aqui e agora é paz e independe do que quer que seja.
Não pense a respeito do que estou dizendo, simplesmente ouça.
Trecho do livro: “Fragmentos de Transparência”, Satyaprem.

 

A verdadeira religião religa você com Aquilo que é uno e indivisível, para que reconheça que não existe separação em lugar nenhum. Onde quer que você esteja é a casa do Pai – ela é sua morada, seu lar -, que é aqui e agora. Com esse entendimento, você se dá conta de que ninguém morre, não há motivo para pêsames. Pelo contrário – há pêsames quando a Verdade ainda não foi revelada.
Todos depositam suas esperanças nos outros, mas será que o outro vai dar o que você quer? Não tem a menor chance! Se você espera alguma coisa de mim, vou te contar um segredo: a sua realização não depende de mim, absolutamente. Na verdade, não depende nem de você. Só há uma forma de se encontrar: procurando. Para isso, o primeiro passo é desnudar-se.
Porém, o mundo está lotado de covardes – ele os adora. Eu prefiro um pouco mais de dignidade, integridade, coragem – se não, você vive na sombra e nunca vai saber se o que pensa é verdade ou mentira. Por temer que a sua família o abandone ou que seus amigos não te queiram mais por perto, você se recusa a questionar a realidade imposta.
Trecho do livro: “Você é o Buda”, Satyaprem.

 

Osho disse: “Deixo a você o meu sonho” O que isso quer dizer? Qual foi o sonho de Osho? Do meu ponto de vista, ele gostaria que você despertasse.
É veiculado que despertar é muito difícil e que, a menos que se purifique, não tem a menor chance de acontecer para você. Disseram que muita meditação era necessária – não estou dizendo que isso seja ruim, é bom – mas, nesse momento, podemos acessar de outra maneira. Aqui, nosso ponto de partida – e chegada – é que “Silêncio é morte!”
Em termos práticos, todas as meditações propostas pelo Osho – e que eu fiz – tinham como objetivo abrir uma porta para ficarmos quietos, em silêncio. A idéia era cessar tudo para que fosse possível encontrar o Silêncio nesse mínimo instante.
Shiva nos chama a atenção para o instante entre uma respiração e outra – onde está a bem-aventurança. Assim, fica revelado que a bem-aventurança pode coexistir com uma ordinariedade incomum. Você, exatamente como está agora, ainda que esteja bebericando, pode se esbaldar na bem-aventurança. Na medida em que você se auto-devora pela presença do Silêncio, o conteúdo da sua mente vai absolutamente sendo posto em xeque.
Trecho do livro: “Você é o Buda”, Satyaprem.